AH, O TEATRO….

TeatroComo disse Peter Brook, só em pensarmos em criar um espetáculo, começam muitas idéias a surgirem na nossa mente e assim já entramos no processo da criação. Muitas vezes, por tantas informações e imagens desordenadas jorrarem ao mesmo tempo, achamos que não estamos “realizando”, e vamos ficando aflitos e anciosos. Não importa quantas vezes tenhamos passado por este processo, cada vez sempre será uma “primeira vez”, por um lado, “ainda bem”, porque estamos sempre “vivos” e renovando à cada trabalho. Temos que passar por esta etapa, que é meio “louca”, porque a mente NÃO para nunca… Imagens vão jorrando na nossa cabeça, e queremos segurar todas na memória, mesmo sabendo que nem todas serão materializadas no processo da criação.  Estou agora neste momento de criação, construção, imaginação, envolvida em um monólogo com 03 mulheres, “Viúvas de Maridos Vivos”. Elas estão bem perto de mim, cada uma querendo um espaço e uma voz, e estou tentando “ouví-las” e “sentí-las” para que elas possam se comunicar com o público de uma maneira simples, porém com muita força e assim deixarmos o “nosso recado” para quem for nos assistir. Esta é para mim a beleza de ser atriz, poder viver diferentes vidas e personalidades, mas principalmente “tocar” o público de alguma forma, para que este tempo que ele nos dedicou, seja retribuído em forma de  boas reflexões. É muito gratificante quando sentimos esta troca entre as pessoas na platéia e nós no palco, e principalmente quando recebemos o calor deles através dos aplausos. Viva os Deuses do Teatro, e muito obrigada por mais esta temporada, estava com saudades.