top of page

Paixão de Cristo

1998/1999/2000/2002 | Paixão de Cristo de Plínio Pacheco

Atriz, coreógrafa e bailarina

Dir.: Carlos Reis e Lúcio Lombardi
Prod.: Sociedade Teatral de Fazendo Nova (STFN)
Teatro de Nova Jerusalém/Fazenda Nova/PE

Este teatro é considerado o maior teatro ao ar livre do mundo.

foto42_peq.jpg

Essa é a de Fazenda Nova no município Brejo da Madre de Deus, no teatro “Nova Jerusalém”, considerado o maior teatro a céu aberto do mundo em Pernambuco. A sua PAIXÃO é a mais reconhecida do país.

Plínio Pacheco o guerreiro dessa obra. Ele conheceu esse espetáculo realizado desde 1951, com as cenas realizadas em dias variados pela cidade. Se apaixonou e casou com a atriz principal do espetáculo Diva Pacheco. Depois de um tempo fora do estado retornaram a cidade onde ele pouco a pouco foi construindo esse teatro desde 1968. Em tamanho natural com seus vários palácios e cenários para contar essa emocionante e real história. São mais de 58 anos desse teatro dentro de muralhas onde nos sentimos naquela época, totalmente envolvidos na história.

 

A produção, figurinos e atuação da figuração é digna de muitos aplausos. A figuração é o próprio povo da cidade. Os figurantes chegam ao teatro muito cedo para representarem o povo e os soldados romanos. Os soldados, formam uma barreira assim vão guiando o público na direção certa para a próxima cena.

Tive o presente de ser convidada por 04 vezes para esse espetáculo. Na primeira vez fomos convidados a ir com a cena da Dança da Salomé para o Palácio de Herodes. Os produtores vieram assistir a Salomé em SP e convidaram a Torloni, que fez questão de levar a cena com todos seus integrantes. Carregamos nosso tapete, os músicos, as dançarinas e fomos nós. Como cristã, fiquei muito emocionada em fazer parte desse espetáculo.

 

Nos 03 anos seguintes fui convidada a coreografar e dançar na cena do palácio de Herodes. A cada ano uma emoção diferente. Fui a responsável por fazer o contato entre o Miguel Falabella e a produção e quando deu tudo certo, fiquei muito contente. Todas as tardes antes de ir me maquiar conversava com o Plínio Pacheco e trocávamos muitas ideias. Aprendi muito de como ele se inspirou e criou aquela obra. Ficar ali naquele canto, olhando aquela imensidão de teatro/cidade que logo mais estaria lotada, 8.000 pessoas por dia em média, dava muito orgulho em por poder fazer parte daquilo tudo.

São vários espetáculos durante a semana. É muito interessante ver a vibração da plateia mudando de acordo com o dia em que estão assistindo. Na sexta-feira da paixão e no sábado de aleluia, as pessoas chegam a confundir os atores com os personagens de tanta emoção que sentem.

​​

No final, Jesus indo aos céus, numa cena muito bem construída é linda. Nos agradecimentos finais, com todo o enorme elenco entrando para receberem seus merecidos aplausos, com o céu do sertão cheio de estrelas,  a lua sempre presente, uma música linda e muitos fogos, não há quem não se emocione.

O Plínio Pacheco uma vez me disse uma frase que nunca esqueci: “Lugar que se foi feliz não se volta. Buscamos reviver emoções que sentimos, mas que nunca se repetirão”. Nunca me esqueci disso e penso que ele tem razão. Nunca serão iguais. A primeira vez é sempre muito especial mas nesse caso, ainda bem que fui outras vezes. Todos deveriam ir assistir esse espetáculo de Nova Jerusalém uma vez na vida.

Obrigada Plínio Pacheco.

bottom of page